terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Quem delimita até onde posso ser livre???

Quando ando pela rua, observo como o mundo está, observo as pessoas e observo seus olhares. Vejo por aí entidades preocupadas em conservar seus tabus, suas doutrinas, suas crenças apenas por tradição, se esquecendo que com a mesma velocidade que os dias passam, problemas novos surgem e é necessário resolvê-los.
* Cito o nome “entidade” para definir sistemas de manipuladores e modeladores de idéias, e exatamente esse sistema que tem feito o mundo pender para o mau.
O grande problema das pessoas é que quando elas olham para o que as cercam, estão apenas procurando sinais que as tornem santas, ouvem a opinião das pessoas apenas para contra argumentar, percebem as diferenças apenas para se vã gloriar, que absurdo.
Acredito que o mundo deveria perceber que ao tentar resolver, ou melhor, permanecer com suas antigas opiniões a respeito dos seus próprios problemas, está criando uma bola de neve e não vê a mediocridade que está imerso.
Vocês sabiam que 90% da violência com as crianças vêm dos pais?
E chegamos ao ponto que acho mais importante do texto.
Como resolver o problema do mundo, antes de resolver a sua própria vida?
A minha dúvida é simples, por que é tão mais simples viver em uma redoma, sendo orientado por um líder que pensa por você, que fala por você, que decide por você? Onde fica o livre arbítrio nessa história toda? O direito de ir e vir se limita nas mãos de líderes (por hierarquia) que por mero egoísmo se acham no direito de decidir por nós.
Ah, pelo amor de Deus, militarismo a essa altura do campeonato?
E isso não se trata de uma questão religiosa, o sociólogo Durkheim, retrata muito bem isso quando aborda o tema de suicídio, ele acreditava que se pudesse demonstrar o quanto um ato individual é o resultado do meio social que o cerca, teria uma prova da utilidade da sociologia.
De acordo com Durkheim, os indivíduos têm um certo nível de integração com os seus grupos, o que ele chama de integração social ( o que chamamos nas igrejas de “comunhão” ), níveis anormalmente baixos acontece quando uma pessoa é criticada por outras por conta de seus atos, ou níveis altos que é o auto flagelo por não chegar a perfeição (imposta pelos regras).
Ele ainda cita que no meio social católico os níveis de integração sociais são normais, enquanto o meio protestante tem níveis baixos, ou seja, a comunhão imposta é utopia!!!!
Isso é novidade pra você???
Então queridos, está na hora de pararmos e revermos nossos conceitos, se a minha liberdade termina quando a sua começa, onde estão os extremos dela?
E quem delimita até onde eu posso ser livre?

5 comentários:

Anônimo disse...

Aline! Gostei das postagens. Li todas. Gostei da linguagem.
Só não quero ser a rã que nada perto de sua lagoa!Tambem gostaria de ter conhecido seu pai, principalmente em seus últimos dias aqui na terra. fazer - o que? Bola pra frente
Beijos

Reinaldo

Anônimo disse...

como sempre me surpreendendo hein dona Aline rsrsrs ...
beijus

Marilis Dutra disse...

O texto ta ótimo
nossa belas palavras, serve para aqueles que sempre esperam pelos outros para tomarem uma atitude!!

bjss

Clarita - C disse...

mtooo booom!! =]
na verdade somos livres dentro de limites ^^ fazemos o que queremos, podemos, no espaço e tempo que nos é permitido!
sei lá, pra mim ser livre é aproveitar aquilo que é meu, é fazer o meu momento e o lugar..rs..nossa..vc tá me fazendo pensar ^^ gostei!! =D

bjãaao lindaaa!
s2
fica com Jesus

Anônimo disse...

*níveis anormalmente baixos acontece quando uma pessoa é criticada por outras por conta de seus atos*adorei essa frasee....nossa..esse texto eh mt bom...eh uma sinceridade com um pingo de ´´veneno´´coitado de quem vc estava pensando quando escreveu isso.hahaa..brinks,mas olha..tah de parabens heim..hahah..adoreeeiii...